novembro 20, 2013

#2

entrada de diário #2
E assim é. Pronto para mais uma caminhada de 30 minutos até ao combóio, que me leva até ao metro, que me leva a outro combóio, que por sua vez me transporta até 1500 metros da universidade. Quando vou atrasado é chato. Mas este percurso que toma hora e meia da minha vida (num sentido, porque na volta é mais do mesmo) faz-me desanuviar o juízo de preocupações relativas a exames. Ontem apresentei um trabalho de Saúde Pública. Correu bem, fiquei satisfeito. Hoje lá vou eu abrir a minha mente a cálculos de física e, posteriormente, estatística. Não, não fico satisfeito. Suponho que a minha mente seja um tanto ou quanto preguiçosa, pois necessito de toda a atenção para entranhar o rebuliço de xizes, ípsilones, vectores e forças que fazem parte das equações mais simples. Oh well, fui eu que me meti nisto, portanto vou até ao fim. Até porque há o meu lado que gosta de dificuldades e não desiste. Enfim... c'est come ça... Então ontem lá ganhou Portugal frente à Suécia, hem? Muito bem. Gosto, sim senhor. Mas bom, vou andando que o combóio não espera por mim. Hasta.

(sim, o 3° episódio de "dreamzzzz..." está em processo de fabrico ;)

novembro 17, 2013

#1

entrada de diário #1
A mente do inglório transpirava ideias tantas. Sentia-se inútil por não ter tempo de transcrever tudo o que se lhe assomava à massa cinzenta. Mas ele andava tão ocupado. Gostava de publicar histórias, mas não tinha tempo de as continuar todos os dias. E tratava-se a si próprio na terceira e na primeira pessoa de uma frase para a seguinte. Dói-me demorar tanto a postar algo aqui no blog. Como tal, decidi escrever, nesta forma de diário, entradas básicas, para que o espírito não esmoreça. Os contos, esses, elaboro em papel nalguns minutos livres que vou tendo por semana e, então, passo-os para o blog e publico-os. Espero que me compreendam. A vós, obrigado!

julho 07, 2013

Brisa quente

E a noite cai, bela e quente como só o verão o sabe fazer... Levando e trazendo suspiros de bem estares e paixões de corações humanos que pelo calor ansiavam dias a fio. O corpo relaxa-se perante a maravilhosa calmia atmosférica. Os sentimentos agitam-se, a timidez ausenta-se, o contacto principia. A fusão de desejos deixa-se acontecer. A magia acontece, calma e fulgorante. Não há pressa... Este é o momento. O tempo e o espaço controlados ficam pelas chamas da paixão. O nada torna-se o tudo. E tudo se vangloria exaltadamente. Sem medos, sem pecados. Com amor.



Provoca-me estes efeitos, o verão...
E a vós, o que vos provoca o verão?

junho 01, 2013

And love said hello...

   Olhaste para trás... foi o suficiente.
   Nem por isso me causaste muita agitação a princípio, quando caminhavas em direção à última carruagem do metro, onde eu me encontrava de pé, junto á porta. Passaste por mim, ok, considerei-te bonita, sentaste-te num banco de frente para mim e miraste-me. Nada de especial, toda a gente se mira, nem que seja para se ambientarem. Eu mirei-te também, depois desliguei, para voltar aos meus pensamentos.
   Duas ou três estações seguintes, levantaste-te, dirigiste-te à porta, e esperaste o metro imobilizar-se para abrir as portas. Ficaste a pouco mais de 15 centímetros de mim. Mas a carruagem não estava cheia... Eu fiquei-te a mirar. Sabes aquela sensação de transmissão de sentimentos entre desconhecidos? Nada. Não houve nada disso.
   A porta abriu, saíste, e eu continuei a mirar-te, vendo-te afastares-te. Mirei-te sem qualquer intenção, sem saber porque te olhava e com uma sensação de "why? what is this?" Obviamente eu nada te provoquei nem tu a mim. Apenas dois estranhos que se cruzaram e se olharam vagamente. Até que, quase a alcançares a escada que sobe para a saída, e eu já esperando a porta fechar em frente ao meu nariz... tu giras a cabeça e relanças o olhar bem fundo nos meus olhos! "Oh Lord! You got me babe!" Tudo aquilo que não se passou em minutos e bem próximos um do outro, aconteceu num micro-segundo apenas com uma flechada do teu olhar! Arrebatou-me...
   E lá se fechou a porta, distanciando os nossos mundos de repente, sabendo eu que jamais te verei de novo... Eu devia ter sido homem com H grande, puxado a alavanca de alarme, parar o metro, sair, correr na tua direção e dizer: "olá... sou o flip, não sei o que te dizer, mas prendeste o meu coração com esse olhar e preciso que mo desprendas... ou não! posso saber o teu nome?" Mas nada disso, sou um gay ridículo, que não tem tomates para agir quando deus me mostra o caminho! Só espero que ele me perdoe por hoje ser dia da criança!


maio 28, 2013

Menos é mais

Frequências, exames, estudos novos a dar c'um pau, montes de horas a marrar, preocupações, tentativas de arranjar emprego novo, tempo a passar sem parar... AAAaaaaaaaaahhhhhhhh.....!!!!!!!!!

Estive quase a dar em doido! E ainda assim achava que era por não me dedicar o suficiente ao trabalho! You know what? Comecei a adoecer! Não foi uma doença grande, fatal, ou que me imobilizásse. Foi apenas um princípio de gripezita, que afinal nem era, mas sim uma disfunção no meu sistema respiratório. E porquê? Porque às vezes penso que sou o super-homem e não me dedico ao descanso e à alegria natural. Às vezes só uma doença é que me desperta da minha estupidez! Hoje não tenho aulas, então decidi sair do stress da capital, e vir para a minha terrinha, onde só há flores, mar, e passarinhos a cantarolar :) Aqui sei que quanto menos quero, mais sou! Se ao menos eu me lembrásse disso no redemoinho de stress da cidade... Menos, amigos e amigas, é Mais! Temos o universo dentro de nós, não precisamos lá colocar mais. Confiemos nos nossos sentidos! (Acho que isto sou eu a dizer a mim próprio)


Como fazeis vós para relaxar? Beijos e abraços ;)

maio 06, 2013

intervalo...

Queridos e estimados leitores,

Quero dizer-vos que estou muito animado com as vossas reações ao meu último post, que é o primeiro episódio de uma série romântico-policial que o universo está a criar na minha mente. Necessito no entanto pedir-vos desculpa pelo intervalo de tempo que farei até ao 2º episódio. Acontece que tenho muito estudo esta semana, com uma frequência na próxima quinta dia 9, pelo que espero publicar o próximo episódio a partir de sexta-feira.

Uma vez mais obrigado pelo vosso apreço, que muito me motiva, e que esta semana vos corra da melhor maneira que possam imaginar ;)

Beijinhos e abraços ***

Próximo episódio de "Finest hour":
Resistirá Jéssica aos ferimentos da bala que a atingiu? Manter-se-á Diego capaz de exercer as suas funções depois do que aconteceu à sua colega de trabalho preferida? O que se sabe da criança que foi vítima do bandido?

abril 29, 2013

Subtis modificações bloguistas

Opá, tenho de vos confessar uma coisa: comecei o blog com ideias de espalhar por aqui parvoíces minhas, sem ter a mínima preocupação para com quem pudesse ver e ler. Serviria apenas os meus desabafos, experiências, ensaios gerais, etc. Mas à medida que fui recebendo comentários e visitas, a coisa começou a alterar-se na minha mente, comigo a ter mais consideração e carinho pelos meus leitores e comentadores. Quase que sinto uma empatia e uma companhia quando recebo comentários e visitas. E isso é fofo. Sim, é isso, sinto-me enfofinhado. Sabe bem. É como uma carícia para a minha alma.

Isto também vos acontece, ou sou eu que estou parvo e a tornar-me gay?

abril 25, 2013

Poema enviozado

Quando começo a escrever, o caracol desliza
As núvens chovem e eu como pizza
Se eu soubésse anteriormente, sería tão giro
Mas como não sabia, pra que lado me viro?

Abril é engraçado, tem uns dias quentinhos
Confunde-me o calendário
Chega a perturbar o horário
Mas falemos de patinhos

Essas criaturas tão viris
Repletas de penas coloridas
Escuta e ouve o que ele diz
Antes que se roubem mais vidas

A poesia tem que se lhe diga
Pois em momentos que eu for vivo
Pelo campo colho uma espiga
E não termino este verso a rimar

Ó, pena, assim nem rima pobre há
Pois para que belo ficásse o poema
Teria de alterar todo o esquema
De modo que tudo o mais viésse de lá

Estou a ficar cromo nisto
Talvez ganhe um prémio nobel
Irei buscá-lo de automóvel
Que de outra forma eu não resisto

Isto é giro, é sim senhor
Alivia-me a alma, tira-me a dor
E pra terminar esta bela estrofe
Não me chateies que hoje estou off