abril 02, 2025

Ex-crever

 Já. Sim, eu já ex-crevi. Escrevi demais. De tão pouco que tenho escrito ultimamente, já tudo esgotei.

É isso mesmo, meus caros. Quanto menos algo faço, menos tenho. Haveríamos de pensar que, se pouco utilizarmos, mais resta. Mas não com a mente. A mente mais tem daquilo que produz. Se pára... esmorece. Inversamente, se produz, mais tem. 

Vós sabeis bem. Eu sei que sabeis. Todos já experimentámos isso na vida, nem que tenha sido uma vez. Salvé.



janeiro 26, 2021

Amizada-me

- Mas há? 

- Claro que não! Se houvésse, já eu os tinha comprado!

Saíram então os dois do supermercado, saltaram para o meio da estrada, e aguardaram o próximo carro que por cima lhes passasse. Passou um minuto. Dois. Uma hora. Duas. Mas nada. Nada de carros. Nem camiões, bicicletas, triciclos, ou maratonistas. 

Nada ali passava. Deserta estava a estrada. Confinados todos estavam, no interior dos seus lares. Não por suas vontades. Mas porque um vírus percorria a cidade. O país. O continente, e o mundo. 

E todos o temiam. E ele era livre. Tão livre!



novembro 17, 2020

Maçarocas à solta

E então, mamã? - pensou o pequeno roedor, acotovelando-se por entre os demais.

Ninguém ali podia contar os dedos, era proibido. Mais ou menos àquela hora, as ordens emitidas seriam subtilmente apagadas dos seus minúsculos cérebros.

Ó, quanto tempo passaram os cientistas a tentar penetrar nos seus pensamentos. Até que conseguiram. Mas então veio a covid-19. E tudo mudou. Setenta e cinco por cento de dezoito pessoas não cumpriram o recolher obrigatório e, como tal, desapareceram do mapa. Tal qual os filmes a preto e branco de antigamente.

Não seria de estranhar alguém dar conta do recado e chamar algum super-herói para salvar a humanidade. Mas super-heróis são fictícios, e quem tem boca vai a Roma. Excepto se já estiveres em Roma. Aí então vais querer sair. Para teu bem. 



outubro 06, 2019

Not another

The smile upon his face was no big deal. Still, no one could be indifferent to it. Some would smile at it, some would cringe. Little did they know what would be happening inside...


fevereiro 16, 2017

Título? Que título?

Porquê? Porque não? Quando? Onde? Sabes? Na verdade, não interessa muito, pois não? Hoje é hoje, amanhã logo se vê. O carvalho ostenta-se, os corais permanecem. E depois? Acontece? Talvez, mas se não, que seja, ou não. Ok, mente, pára! Relaxa e elabora algo decente para se publicar! Certo, assim será: As camélias florescem no horizonte como beija-flores que as vêm cumprimentar. O nascer do sol alegra, o prado acorda e rejuvenesce. As libelinhas entendem o seu propósito. O de contemplar a natureza por nada mais belo haver. O sorriso surge no meu rosto. Nada forçado, mas criado pelo deus da natureza. E eu aceito. E sinto. Tudo é completo. É o título, surgido por si próprio.

janeiro 17, 2017

Inconformável

Tenho dois blogs. Não escrevo em ambos há dezenas de semanas. Mas sabem o que é mais engraçado? Neste escrevo quando me sinto desgraçado, tal como podem ver pelos meus posts anteriores. Despejo aqui a raiva que se assoma à minha alma! E hoje não é excepção! Apesar de não ser isto que quero. Perdoem-me... Quero sempre alcançar um estado perfeito de calmia e controlo, mas acho que vou desistir disso e viver a vida simplesmente como ela se me apresenta. Que voltas e voltas a vida dá muitas e, por vezes, voltas ao mesmo. E percebes que há lutas que são excusadas. Mais simples é viveres.
Catrefada de confusão que vai aqui neste post, né? Oh well, é o dia de hoje. Melhores virão.


fevereiro 03, 2016

Desobstante

Sem nunca nem nada saber, desaprecio grandemente o horror vivenciado por horas nocturnas de estudo intenso que a pressões enormes me leva! Será que não fui talhado para a cultura e a inteligência? Encontro-me no término do 1º semestre do último ano do raio do curso ao qual me propus completar. Pois não é que me esvaio em ódio durante as horas de estudo caseiras? Apetece-me mandar tudo às favolas, favícias, favinhas, e ser apenas um cidadão inculto e despejador de tensões convulsivas hediondas! Mas este é apenas o meu lado animalesco a falar... Logo de seguida tenho o meu lado culto a suspirar-me ao ouvido: "não ligues, tu és melhor que isso"... Mas... serei mesmo...?